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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Teste de Segurança: investigadores voltam ao TSE para verificar correções na urna eletrônica



Os dois grupos de investigadores que obtiveram êxito no Teste Público de Segurança (TPS) 2016 do Sistema Eletrônico de Votação foram convidados a retornar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (18), para verificar se as vulnerabilidades encontradas por eles foram, de fato, corrigidas. Das 10h às 19h, estarão à disposição dos investigadores condições idênticas às que encontraram durante o TPS, para que eles possam executar o mesmo plano de ataque realizado em março deste ano.

O grupo do investigador Sérgio Freitas da Silva, graduado em Administração e Direito, mestre em Administração e com especialização em Engenharia de Sistemas e Gestão Pública, encontrou uma vulnerabilidade na autenticação do Boletim de Urna, documento impresso pela urna eletrônica após o término da votação. “Nós fortalecemos o dígito verificador, aumentando seu tamanho e dando a ele poder de autenticação mediante o uso de criptografia”, explica o chefe da Seção de Voto Informatizado (Sevin) do TSE, Rodrigo Coimbra.



O outro teste exitoso foi sugerido pelo grupo do investigador Luis Fernando de Almeida, doutor em Engenharia Mecânica. Em seu plano de ataque, eles tentaram quebrar o sigilo do voto, a partir de gravação do áudio disponibilizado para pessoas com deficiência visual. “A partir de agora, os eleitores serão informados sobre a ativação do áudio da urna eletrônica. O objetivo da medida é evitar que um eleitor que não precise da funcionalidade tenha o áudio ativado indevidamente. Se isso ocorrer, o mesário pode desativá-lo”, salienta Coimbra.

O Secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giusepe Janino, destaca que a função do TPS é justamente permitir que a Justiça Eleitoral faça melhorias no sistema eletrônico de votação. “Nesses testes, são obtidos resultados bastante objetivos, que nos dão a oportunidade de efetivar melhorias no processo eleitoral, tanto na questão da segurança, quanto na questão da transparência”, ressalta.



O TPS 2016 foi realizado em um ambiente exclusivo, controlado e monitorado por câmeras. Os investigadores tiveram acesso aos componentes internos e externos do sistema eletrônico de votação, como aqueles utilizados para a geração de mídias, votação, apuração, transmissão e recebimento de arquivos, lacrados em cerimônia pública, incluindo o hardware da urna e seus softwares embarcados.

A Resolução do TSE nº 23.444/2015 tornou obrigatória e periódica a realização do Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação e Apuração. A resolução instituiu o evento como parte integrante do processo eleitoral brasileiro, devendo ser realizado antes de cada eleição ordinária. “Isso significa que, antes das eleições, os sistemas serão abertos para que o cidadão brasileiro, maior de 18 anos, possa se inscrever e contribuir com sua atuação, na medida em que encontrar fragilidades no sistema eletrônico de votação”, finaliza Janino.

(FONTE TSE  JC/LC)

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